segunda-feira, 13 de junho de 2016

Pequeno delírio crepuscular

São 4 da manhã.
Acordo, amor.
O vento uiva lá fora,
E minhas pálpebras se abrem
Nuas.
Tuas.

Não padeço de insônia ,
se te olho de madrugada.
Porque hoje te olhei.
E não vi mais nada.

Seus lábios, quentes e ásperos.
Toco com timidez,
três vezes seguidas.
Não me cobro pudor.
Teus lábios chamam.

Ardo.
Enrubesço.
E viro de lado

Acorda, amor.
São 4 da manhã. 

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